Mãe revela a conexão escondida entre os nomes escolhidos para os filhos e surpreende internautas, que elogiaram a criatividade da ideia

Resposta rápida
Irmãos podem ter nomes anagramas, que usam as mesmas letras em ordens diferentes, criando uma conexão única sem soar semelhantes; essa tendência, embora rara, tem atraído pais por seu equilíbrio entre individualidade e vínculo fraterno.
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O que se sabe
FAQ editorial
Há irmãos que dividem a inicial do nome, rimam entre si ou seguem o mesmo tema. Liam, de 6 anos, e sua irmã mais nova, Mila, de 16 meses, têm algo mais sutil: seus nomes são compostos pelas mesmas quatro letras, apenas em ordem diferente — uma tendência batizada de “nome anagrama”, que vem ganhando espaço entre os pais e une os irmãos sem tornar os nomes parecidos no som.
Para Paige Waterman, de 32 anos, mãe das crianças e diretora curricular em Sparta, no Missouri, essa escolha tem um valor particular. “É algo que eles vão poder compartilhar pelo resto da vida”, afirma ela. “É uma parte dele que ele conseguiu passar para a irmã”, contou ao TODAY.
Como Liam já tinha idade para compreender que se tornaria irmão mais velho, Paige aproveitou os nomes para criar uma brincadeira ao longo da gravidez. Usando blocos de letras do alfabeto, ela pedia que o menino soletrasse seu próprio nome — L-I-A-M — e depois embaralhava as peças para montar M-I-L-A.
“Ele achou a coisa mais legal do mundo”, relata.
De acordo com Laura Wattenberg, criadora do site especializado em nomes Namerology, o encanto dos anagramas está no equilíbrio entre proximidade e identidade própria que eles proporcionam.
“Passa a mensagem de que eles são pessoas diferentes, mas feitas de ingredientes parecidos”, afirma ela. “São construídos com as mesmas letras, mas você não vai confundir um nome com o outro.”
Ainda que a maior parte dos pais opte por nomes de irmãos que compartilhem letra inicial ou estilo semelhante, os anagramas são muito menos comuns. Entre os exemplos já registrados estão as duplas Alice e Celia, Leon e Noel, e Aidan e Nadia — combinações que reaproveitam as mesmas letras e mantêm sonoridades bem distintas.
No caso de Paige, a reação das pessoas costuma se repetir. “Elas dizem: ‘Que legal, que único'”, diz ela. “E depois perguntam na hora se vamos ter outro bebê.” Aos risos, ela brinca dizendo que, no que depender dela, essa brincadeira com os nomes já encontrou seu desfecho natural. “Os únicos outros nomes seriam tipo Mali ou Lima. A gente terminou!”
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