Lembra dela? Uma atriz de “Torre de Babel” deixou a televisão após ganhar destaque na novela e tomou um rumo inesperado em sua trajetória profissional

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Karina Barum construiu carreira na TV com papéis marcantes em "Torre de Babel" e "Esmeralda" antes de se afastar para morar em Florianópolis, onde trabalha como professora de teatro e se envolve em projetos artísticos. Ela retornou às telas em 2019 na série "A3", mantendo aberta a possibilidade de voltar à teledramatu...
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O que se sabe
FAQ editorial
Karina Barum construiu uma carreira de destaque na televisão brasileira antes de optar por um novo rumo profissional. A atriz ficou conhecida principalmente pelo papel de Shirley em Torre de Babel, novela exibida pela Globo em 1998, e por viver Graziela em Esmeralda, produção do SBT.
Após esse período, ela se afastou das telas e passou a residir em Florianópolis, Santa Catarina, onde encontrou uma nova vocação: atua como professora de teatro e mantém envolvimento com projetos voltados ao cinema e às artes cênicas.
Essa mudança de rumo veio após décadas de atuação em produções de televisão, cinema e teatro. Segundo apuração do NaTelinha e da colunista Patrícia Kogut, de O Globo, Karina optou por uma rotina diferente — mas destacou que a pausa na televisão não representa um encerramento definitivo da carreira artística, deixando em aberto a possibilidade de retorno futuro aos projetos audiovisuais.
Em entrevista concedida ao NaTelinha e publicada em dezembro de 2019, Karina Barum contou que o afastamento da TV se deu, sobretudo, pela vontade de se dedicar à filha e de morar mais próxima da natureza.
“Resolvi me afastar um pouco, mas nunca foi muito racional de parar totalmente. Eu queria cuidar da minha filha e estar mais próxima da natureza. Por isso, eu escolhi Florianópolis. Hoje, eu vivo mais no sul da ilha, que tem muitas montanhas. Vivo com meus cachorros e fico entre aqui e lá [São Paulo]. Não queria parar totalmente. O trabalho sempre foi vital para mim e me deu energia e prazer. Mas era um momento em que eu queria me dedicar a outras coisas. Mesmo reclusa, eu me envolvi com algumas produções que eu acreditava”, disse a atriz.
Foi nesse período de transição que teve início sua atuação como professora de teatro. Ela se estabeleceu em Florianópolis em 2006 para dar aulas de teatro. Posteriormente, mencionou cursos, oficinas e iniciativas dedicadas à formação de novos profissionais das artes cênicas.
Já em 2014, a jornalista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, revelou que a atriz havia inaugurado uma oficina voltada ao cinema na capital catarinense. Naquele momento, Karina Barum ainda mantinha vínculo com o universo artístico, participando de montagens teatrais e de projetos ligados ao audiovisual.
Ao se estabelecer em Florianópolis, Karina Barum não deixou a arte de lado. Pelo contrário, passou a se dedicar a diferentes frentes profissionais, unindo a atuação artística ao ensino de interpretação.
Em depoimento concedido ao jornal O Globo, a atriz comentou essa nova etapa de sua carreira e declarou: “Tenho muitos projetos, mas nenhum inclui sair de Florianópolis. Se surgir um bom trabalho nas metrópoles da teledramaturgia, embarco feliz, com certeza”.
Ainda durante a mesma conversa, ela ressaltou o vínculo que passou a ter com a cidade catarinense: “Aqui é um pedaço do paraíso, tanto para morar quanto para trabalhar. Há artistas fantásticos, e minha oficina acaba revelando estes talentos”.
Depois de um período afastada das telas, Karina Barum reapareceu na televisão por meio de um trabalho que a atraiu justamente por sua abordagem diferenciada. O portal NaTelinha revelou, em 2019, que a atriz fazia parte do elenco da série ‘A3’, produzida pela Medialand, com direção e roteiro assinados por Beto Ribeiro.
No projeto, ela ficaria responsável por dar vida a Dona Adalgisa, personagem que integra um enredo situado entre os anos de 1927 e 1958. A narrativa se propunha a discutir questões ligadas aos hábitos sociais daquele período histórico, como matrimônio, separação conjugal e comportamentos machistas.
Questionada sobre os motivos que a levaram a topar o convite, Karina afirmou ao NaTelinha: “É o tipo de trabalho que dá aquela coceirinha para fazer e que te instiga muito. Era disso que eu estava presenciando para me atirar logo de cara. Os personagens, a história, que mostra uma tensão natural implícita na época em que a série se passa – 1950 – e percorre mais o início do século passado, em 1927. Os costumes ditavam as regras, mas junto com essa tensão, muitos personagens da história têm ironia, leveza e humor mesmo com dramas pessoais densos. Aceitei com muita gratidão e já estamos na reta final das filmagens. Aquilo que estava no papel está se transformando numa trama riquíssima”.
Antes de se dedicar ao ensino de teatro, Karina Barum alcançou grande destaque ao interpretar Shirley, em Torre de Babel. A trama, escrita por Silvio de Abreu, foi levada ao ar pela Globo em 1998, e a personagem se transformou em um dos papéis mais associados ao nome da atriz.
Ao conceder entrevista ao O Globo, Karina comentou o afeto que ainda recebia do público mesmo depois de tanto tempo: “O carinho dos fãs é infinito e permanente. Sou muito agradecida por ter feito papéis que marcaram as pessoas”.
O impacto de Shirley se manteve vivo com o passar dos anos. Em 2016, a jornalista Patrícia Kogut ressaltou que a atriz continuava sendo associada à personagem, então radicada em Florianópolis.
A repercussão da personagem também resultou em uma referência dentro de outra produção da Globo: Haja Coração, novela exibida em 2016, trouxe uma versão inspirada na Shirley original de Torre de Babel. Na trama mais recente, a personagem coube à atriz Sabrina Petraglia.
Outro papel de peso na trajetória de Karina Barum foi o de Graziela, a vilã de Esmeralda, novela do SBT. Por meio da personagem, a atriz teve a oportunidade de vivenciar uma história repleta de embates familiares, ambição desmedida e um processo de transformação pessoal.
Em depoimento ao NaTelinha, Karina rememorou a trajetória de Graziela: “Ela começa Esmeralda sendo vilazinha, seguindo os passos da mãe e concordando com tudo o que ela fala. O estereótipo de querer casar para fazer a vida com um homem rico. A personagem embarcava nessa ideia e havia conflitos com a mãe, depois com a grande paixão de sua vida, que era o peão da fazenda. Como Graziela podia se apaixonar por alguém que não podia dar nem metade do que ela tinha? Graziela não aceitava isso, pois foi o que ele aprendeu. Esse conflito foi a novela inteira pra ela ir se transformando e no final de arrepender. A personagem chegou a esse ápice e isso é panfleto, folhetim e dramalhão. Vejo esse trabalho com muito carinho. Pra mim foi gratificante trabalha com toda a turma na época e ter conquistado carinho do fãs. Isso me marca muito”.
A atriz ainda voltou a comentar o impacto causado pela morte de Graziela dentro da trama e declarou: “Eu falei com algumas pessoas por esses dias, que ainda assistem novela ou já não fazem mais, e uma delas comentou que gostava de obras em que dá vontade chorar no final. Eu achei tão bonito isso. É uma coisa de panfleto mesmo. A novela tem essa carga mais dramática e acho isso muito bacana”.
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