Gabriela Duarte comenta sobre o desconforto gerado pela entrevista com Regina Duarte

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Gabriela Duarte manifestou-se criticando a abordagem de uma entrevista concedida com sua mãe, Regina Duarte, destacando a importância do reencontro artístico e pessoal após mais de 20 anos sem atuar juntas. Ela criticou o sensacionalismo jornalístico, que priorizou o desconforto e temas políticos, desviando o foco da....
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O que se sabe
FAQ editorial
Neste domingo (23), Gabriela Duarte publicou no Instagram um vídeo em que se manifestou sobre a repercussão da entrevista concedida ao lado da mãe, Regina Duarte. Ao iniciar o posicionamento, a atriz falou sobre o reencontro profissional das duas nos palcos.
“Depois de mais de 20 anos sem atuarmos juntas, eu e a minha mãe estamos voltando aos palcos”
Na sequência, Gabriela ressaltou a importância desse novo momento vivido ao lado da mãe, que está prestes a completar 80 anos e soma mais de seis décadas de trajetória profissional.
“E é, sim, um reencontro artístico profissional e pessoal. Às vésperas dela completar 80 anos de vida, após mais de seis décadas de carreira, nós aceitamos dar nossa primeira grande entrevista juntas sobre esse momento para a capa do caderno de cultura de um dos maiores jornais do país”
A atriz afirmou ainda que as duas estavam cientes de que outros assuntos poderiam aparecer durante a conversa. Apesar disso, Gabriela avaliou que houve diferença entre fazer questionamentos difíceis e insistir em determinados temas até conseguir provocar uma reação.
“Claro que nós sabíamos que outras questões poderiam surgir. Um jornalista pode e deve fazer perguntas difíceis, ainda que a abordagem tenha sido bastante deselegante nesse caso, mas tem uma diferença entre perguntar e insistir até provocar uma reação”
Ao abordar a repercussão dos trechos da entrevista nas redes sociais, Gabriela Duarte lamentou que o desconforto tenha ganhado mais destaque do que os assuntos relacionados à cultura, ao teatro, à trajetória profissional e ao reencontro artístico entre mãe e filha.
“Quando o desconforto se torna mais importante que a resposta, e a busca parece ser por uma frase, um corte, uma manchete, aí eu acho que vale a pena perguntar: O que tá acontecendo com o jornalismo? Com a comunicação? Nos últimos dias, claro, trechos da entrevista viralizaram, e o que deveria ser uma conversa sobre cultura, teatro, trajetória e esse reencontro de duas atrizes, acabou tendo constrangimento como protagonista”
Em outro momento de seu posicionamento, a atriz declarou que o jornalismo pode questionar, contradizer e provocar incômodo, mas também precisa saber ouvir e respeitar as respostas apresentadas pelos entrevistados, mesmo quando elas não resultam na manchete esperada.
“O jornalismo pode incomodar, contradizer, questionar, mas ele também precisa ouvir e respeitar, inclusive, quando a resposta não entrega a manchete que ele queria, a manchete esperada. Quando o entrevistado entra preparado para se defender, como aconteceu comigo, e não para conversar, alguma coisa já se perdeu”
Gabriela também avaliou que o jornalismo pode estar atravessando um paradoxo e mencionou a questão da confiança. Segundo ela, a insistência em política partidária dentro de um caderno dedicado à cultura, quando a pauta deveria abordar teatro, arte, trajetória e o reencontro das atrizes, também deveria ser objeto de reflexão.
“Talvez o jornalismo esteja vivendo exatamente isso: um paradoxo. Na tentativa de sobreviver, ele pode estar destruindo justamente aquilo que o mantém vivo: a confiança. Insistir em política partidária no caderno de cultura quando a pauta deveria ser o teatro, a arte, a trajetória, esse reencontro, também merece reflexão”
Ao continuar o posicionamento, a filha de Regina Duarte afirmou que existe um problema maior quando o clique, a repercussão e o conflito passam a ocupar uma posição mais importante do que o contexto, a escuta e a história apresentada durante uma entrevista.
“Se o clique vale mais que o contexto, se a repercussão vale mais que a escuta, e o conflito mais que a história, aí a gente está diante de um problema muito maior que uma simples entrevista”
Por fim, Gabriela afirmou que a imprensa não deve ser poupada de críticas, mas defendeu que o jornalismo seja protegido do sensacionalismo. A atriz encerrou destacando os profissionais que, segundo sua avaliação, sabem questionar, ouvir e respeitar os entrevistados.
“A imprensa não precisa ser protegida das críticas, mas sim do sensacionalismo. O jornalismo deve ser louvado pelos bons profissionais, aqueles que sabem perguntar, ouvir e respeitar, não por quem transforma o constrangimento em espetáculo e a audiência em medida de qualidade”
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