Giovanna Batista Santos, filha de Vampeta, denuncia agressão e problemas de saúde após detenção nos EUA

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Giovanna Batista, filha de Vampeta, relatou ter sido vítima de violência doméstica pelo marido nos EUA, além de ter sido privada dos medicamentos necessários após um transplante de coração enquanto esteve detida. Ela foi liberada mediante fiança, hospitalizada após o agravamento da saúde e acusa o marido de reter seus...
Resumo do conteúdo
O que se sabe
FAQ editorial
Giovanna Batista Santos, filha do ex-jogador Vampeta, declarou ter sido vítima de violência doméstica antes de acabar presa na Flórida, nos Estados Unidos.
Em entrevista à revista Quem, a jovem de 23 anos afirmou que foi agredida pelo marido e permaneceu aproximadamente 24 horas sem os medicamentos necessários para o tratamento realizado após um transplante de coração.
Detida sob acusação de violência doméstica, Giovanna foi liberada depois do pagamento de uma fiança de US$ 500, equivalente a cerca de R$ 2,7 mil na cotação atual. Segundo ela, a interrupção dos remédios de uso contínuo comprometeu sua saúde. Após sair da prisão, a jovem precisou ser hospitalizada, passou dois dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e recebeu alta neste sábado (1º).
Morando no sul da Flórida há pelo menos dois anos, Giovanna vive na mesma região que a mãe, Roberta Soares Galiza, e a irmã mais velha, Gabriela. Em março de 2025, ela oficializou o casamento em Deerfield Beach durante uma cerimônia acompanhada por familiares.
Ao recordar o início da relação, Giovanna afirmou que acreditava estar construindo um futuro com o companheiro. Depois do ocorrido, entretanto, passou a questionar as possíveis motivações dele para o casamento.
“Casei-me com meu marido porque o amava e acreditava que estávamos construindo um futuro juntos. Permanecemos casados por aproximadamente dois anos. Durante todo esse período, confiei plenamente nele e jamais imaginei que nosso relacionamento terminaria da forma como terminou. Olhando para trás, hoje acredito que ele pode ter se casado comigo principalmente para obter benefícios imigratórios, e não porque realmente desejava construir uma vida ao meu lado”, declarou.
Segundo a jovem, o desentendimento começou após o marido dizer, na noite anterior, que dormiria “de conchinha” no sofá com uma prima. Ele teria justificado a atitude alegando que ambos mantinham esse costume desde a infância.
“Embora eu tenha ficado extremamente desconfortável com essa situação, decidi evitar uma discussão e fui me deitar. Na manhã seguinte, ao conversarmos sobre o ocorrido da noite anterior, a situação evoluiu para uma discussão”, alegou.

Direitos autorais: Reprodução / Instagram – @dandyysantoss
De acordo com a versão apresentada por Giovanna, o comportamento do companheiro durante a discussão fez com que ela se sentisse intimidada e temesse o que poderia acontecer.
“Meu marido aproximou-se de forma extremamente intimidante, ficando com o rosto muito próximo ao meu, apontando os dedos para mim e fazendo ameaças. Senti-me intimidada e com medo da situação.”
Giovanna contou que pediu ao marido que saísse do apartamento. Conforme seu relato, ele teria reagido empurrando-a contra uma porta, e ela o empurrou de volta na tentativa de se afastar e se proteger.
“Ele me empurrou contra a porta. Assustada com a agressão, eu o empurrei de volta na tentativa de me afastar e me proteger. Imediatamente depois, ele me agarrou, me encurralou, me jogou no sofá, me imobilizou e passou a me agredir fisicamente. Em consequência de suas agressões, fiquei com diversos hematomas pelo corpo.”
Ainda segundo Giovanna, o marido deixou o apartamento depois do episódio e chamou a polícia, afirmando que havia sido agredido por ela. A filha de Vampeta sustenta que acabou presa mesmo apresentando lesões pelo corpo.
Além das acusações de violência, Giovanna afirmou que sua condição clínica foi afetada durante o período em que ficou sob custódia. Por ter passado por um transplante de coração, ela precisa tomar continuamente medicamentos antirrejeição, além de remédios destinados ao controle da pressão arterial.
“Enquanto estava detida, informei repetidamente aos funcionários da unidade prisional que sou transplantada do coração e que faço uso contínuo de medicamentos antirrejeição indispensáveis para manter o órgão transplantado, além de medicamentos para controlar a pressão arterial. Apesar de terem sido informados sobre minha grave condição de saúde, não me forneceram os medicamentos prescritos durante as aproximadamente 24 horas em que permaneci sob custódia.”
Segundo a jovem, a interrupção do tratamento provocou uma piora em seu estado de saúde. Após a liberação, seus familiares precisaram procurar atendimento de emergência.
“Após minha liberação, minha família precisou acionar o serviço de emergência (911) devido ao agravamento do meu estado de saúde. Fui levada diretamente ao hospital, onde permaneço recebendo atendimento médico.”
Giovanna também declarou ter sido informada de que não poderia voltar ao apartamento onde morava. De acordo com ela, o marido permaneceu no imóvel e reteve seus documentos pessoais.
“Meu marido também reteve meus passaportes, deixando-me sem acesso aos meus documentos pessoais de identificação e de viagem.”
Ao concluir o relato, Giovanna descreveu os impactos físicos e emocionais do episódio e pediu que as circunstâncias sejam investigadas integralmente pelas autoridades.
“Toda essa experiência me causou profundo sofrimento físico e emocional. Perdi minha sensação de segurança, meu lar, meus pertences, e minha saúde foi colocada em risco porque fui privada dos medicamentos essenciais para minha sobrevivência. Acredito que fui vítima de violência doméstica e peço que meu relato seja integralmente investigado, incluindo as circunstâncias que envolveram o nosso casamento e minha convicção de que meu marido se casou comigo principalmente para obter benefícios imigratórios.”
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