Gabriella Augusto detalha agressões atribuídas a Cartolouco e diz que se culpou por não sair antes da relação

Resposta rápida
Gabriella Augusto, ex-namorada de Cartolouco, denunciou publicamente agressões durante o relacionamento e relatou medo de denunciar por receio de exposição e represálias. Ela afirmou que a família de Cartolouco sabia das agressões e revelou que sofreu violência física e psicológica enquanto esteve com ele.
Resumo do conteúdo
O que se sabe
FAQ editorial
Gabriella Augusto, ex-namorada de Lucas Strabko, o Cartolouco, detalhou nas redes a relação com o ex-Fazenda. Ela havia denunciado o influenciador por agressão em reportagem do Fantástico exibida no domingo (12/7).
Emocionada, Gabriella relatou outras situações que afirma ter vivido e reconheceu que falar sobre o assunto não era fácil.
Ao descrever como se sentia durante o relacionamento, a influenciadora afirmou: “Quando estamos num relacionamento desse, a gente não tem noção que a gente está vivendo. Nós ficamos completamente cegas, a gente acredita no narcisista, completamente envolvida”
Gabriella contou que recebeu perguntas sobre o motivo de não ter deixado Cartolouco após a primeira agressão. Ela respondeu: “Também queria saber por que eu não saí no primeira tapa, chute, puxão de cabelo, ou quando ele quebrou o meu apartamento. Eu queria ter saído, mas não consegui”
Ela também relatou violências que teriam ocorrido durante o namoro. Em uma ocasião, Cartolouco teria destruído seu apartamento antes de viajar: “Foi naquele dia que eu falei: ‘Eu não aguento mais’”
Segundo Gabriella, ela deixou o imóvel antes de ele retornar, mas reatou pouco depois. Disse que as agressões físicas começaram após essa reconciliação.
Em um vídeo de 20 minutos, Gabriella disse que foi agredida depois que ele leu mensagens enviadas por um amigo: “Ele me puxou pelo cabelo, me jogou no chão e começou a me chutar muito. E aí, por um tempo, eu falei: ‘Eu vou morrer’”
Ao comentar o medo vivido naquele momento, acrescentou: “Na na hora da agressão, você só quer se proteger, você só não quer morrer”
Gabriella alegou que os pais de Cartolouco sabiam do que acontecia entre o casal: “Eu sempre ligava aos pais dele e eles sempre iam buscar ele. Eles sabem de tudo”
Ela não aprofundou o assunto. Contou que tentou procurar uma ex-namorada de Lucas após descobrir, em uma conversa dele com a mãe, que a mulher também teria sido vítima.
Gabriella afirmou ter encontrado no perfil da ex-companheira um blog com relatos: “Quando eu entrei no perfil dela, tinha um blog. E no blog ela expôs tudo que tinha passado”
Segundo a influenciadora, Cartolouco percebeu a tentativa de contato e retirou o acesso dela. Depois, a ex-namorada teria procurado Lucas Selfie:
“A ex dele entrou em contato com o Lucas Selfie e mandou tudo que poderia estar acontecendo comigo. Ela não sabia, mas provavelmente ela imaginava tudo que eu estava passando”
Gabriella disse que Lucas Selfie e Bárbara foram à sua casa para conversar. Até então, ela não havia contado a ninguém o que vivia:
“O Lucas e a Bárbara foram na minha casa falar comigo, porque eu nunca tinha exposto isso para ninguém. Eu passava por isso sozinha. Todo dia eu ia trabalhar, eu entrava ao vivo, como se nada tivesse acontecido. Aquilo tinha virado normal na minha vida”
A influenciadora afirmou que teve medo de denunciar Cartolouco por receio de exposição. Sobre uma ida à delegacia, relatou:
“Eu fui para a delegacia e aí na delegacia se a, eu fui recebida por um homem, que assim que eu dei o RG do Lucas, começou a gritar: ‘É o Cartolouco’”
Gabriella disse que pediu discrição às pessoas presentes:
“Eu falei: ‘moço, pelo amor de Deus, não fala isso. Você não sabe o quanto é difícil por ser ele eu estar aqui’”. Eu virei, tinha umas meninas atrás, e falei: ‘Meninas, pelo amor de Deus, que isso não saia daqui, isso não posso ser exposto’”
Ao concluir, disse que temia que Cartolouco perdesse a carreira e a procurasse:
“Eu tinha muito medo de morrer, gente. Tinha muito medo de isso vazar e ele perder a carreira dele e vir me matar. Esse era o meu maior medo”
Se você presenciar um episódio de violência contra a mulher ou for vítima de um deles, denuncie o quanto antes através do número 180, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.
O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, comunidade LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.
Cadastre-se para comentar
Os comentários continuam visíveis para todos. Para participar da conversa, crie sua conta do Clube OS e volte para esta matéria.
Liberar área de comentários