Pai preso após chutar a filha de 3 anos presta depoimento à polícia e revela novos detalhes sobre o caso

Resposta rápida
Um homem em Francisco Beltrão, PR, foi preso após ser filmado chutando sua filha de 3 anos e declarou estar arrependido, alegando perda de controle. A Polícia Civil investiga se houve agressões anteriores e avalia possível indiciamento por tortura.
Resumo do conteúdo
O que se sabe
FAQ editorial
O homem preso após ser filmado chutando a própria filha de 3 anos, em Francisco Beltrão, no Paraná, declarou à polícia que perdeu o controle e afirmou estar arrependido da agressão. O depoimento, obtido pelo Fantástico, foi prestado depois que as imagens de segurança que registraram o ataque chegaram às autoridades e deram origem à investigação.
Conforme o relato apresentado, o pai disse que a menina chorava e gritava durante o trajeto de volta para casa, após uma ida ao mercado. Ele afirmou ter pedido várias vezes para que a criança parasse, mas acabou reagindo de maneira violenta.
“Ela tava berrando na rua. Eu tinha pedido pra ela parar de ficar berrando. Ela sempre chora ou berra direto, assim, escandalosamente”
As gravações mostram o pai caminhando com os dois filhos antes de atingir a menina com um chute no rosto. A criança caiu no chão, enquanto o irmão, de 5 anos, permaneceu imóvel e, segundo uma testemunha, aparentava estar em estado de choque diante da agressão.
Ao prestar depoimento, o homem também tentou justificar a conduta e alegou que não tinha a intenção de ferir a filha. Ele afirmou ter perdido a cabeça e disse lamentar profundamente o episódio.
“Eu perdi a cabeça e acabei fazendo o que não deveria ter feito. Não era intencional. Eu jamais ia machucar a minha filha. Acabou acontecendo”
A violência foi interrompida por uma testemunha que presenciou o ataque e resolveu intervir. O personal trainer José Luiz, proprietário de uma academia próxima, relatou que conseguiu impedir a continuidade da agressão e procurou imagens das câmeras de segurança que haviam registrado a cena.
A Polícia Civil passou a investigar o caso em detalhes e busca descobrir se o ataque contra a menina foi um fato isolado. Além do episódio filmado, os investigadores responsáveis pelo caso analisam outros relatos de possíveis agressões envolvendo as duas crianças e avaliam um eventual indiciamento do suspeito pelo crime de tortura.
De acordo com a polícia, familiares também mencionaram episódios anteriores de violência e possíveis castigos considerados cruéis. O pai continua preso e, até o momento, não apresentou advogado de defesa para representá-lo.
Se você presenciar um episódio de violência contra crianças ou adolescentes, denuncie o quanto antes através do número 100, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.
O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, mulheres, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, comunidade LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.
Também é possível denunciar casos de maus-tratos e negligência a crianças e adolescentes nos Conselhos Tutelares, Polícias Civil e Militar e ao Ministério Público, bem como através dos números Disque 181, estadual; e Disque 156, municipal.
Cadastre-se para comentar
Os comentários continuam visíveis para todos. Para participar da conversa, crie sua conta do Clube OS e volte para esta matéria.
Liberar área de comentários