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Alerta em smartwatch para frequência cardíaca elevada leva homem para a UTI

Alerta de smartwatch levou analista de Rio Preto à UTI após diagnóstico de fibrilação atrial

Avatar De Ana CarolineAna CarolineNotícias11/06/2026 às 12:45

Alerta Em Smartwatch Para Frequência Cardíaca Elevada Leva Homem Para A Uti
Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal - Robson Cardoso

Um alerta emitido por um smartwatch, também conhecido como relógio inteligente, fez um analista de tecnologia de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, procurar atendimento médico e descobrir uma alteração cardíaca que exigiu internação imediata.

Robson de Oliveira Cardoso, de 35 anos, estava em casa, deitado para dormir, quando recebeu uma notificação informando que sua frequência cardíaca estava acima do normal. Mesmo com o aviso, ele não percebeu nenhum sintoma diferente naquele momento.

“Já estava deitado assistindo a alguns vídeos quando o smartwatch alertou: ‘Alerta de frequência cardíaca alta’. De início, pensei que o relógio estava marcando errado”, conta Robson.

Cerca de dez minutos depois, o aparelho emitiu um novo alerta parecido. Foi a partir do segundo aviso que ele decidiu buscar ajuda médica.

“Após o segundo alerta, percebi que realmente poderia ter alguma coisa errada comigo e fui para o pronto atendimento”, relata o analista.

Ao chegar à unidade de saúde, a frequência cardíaca de Robson foi medida em 160 batimentos por minuto. Em casa, o relógio inteligente já havia registrado aproximadamente 130 batimentos.

Após a realização de um eletrocardiograma, os médicos confirmaram o diagnóstico de fibrilação atrial (FA), uma alteração no ritmo do coração que pode aumentar o risco de complicações quando não é tratada corretamente.

Internação hospitalar para monitoramento

Segundo o analista, a equipe médica iniciou rapidamente o uso de medicamentos para tentar controlar e reverter o quadro. Como a arritmia permaneceu por mais de duas horas, ele precisou ser transferido para o Hospital de Base (HB) de São José do Rio Preto.

Antes mesmo da transferência, os batimentos cardíacos voltaram ao normal. Ainda assim, os especialistas decidiram manter Robson internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para acompanhamento e monitoramento.

No hospital, ele passou por exames como ecocardiograma, raio-X e análises laboratoriais. De acordo com Robson, todos os resultados ficaram dentro da normalidade.

A internação durou um dia. O analista explica que a permanência no hospital foi necessária para acompanhar a administração dos medicamentos. A forma como a tecnologia ajudou a identificar o problema também chamou a atenção dos profissionais de saúde.

“Dos enfermeiros aos médicos, todos comentaram como a tecnologia desses aparelhos pode ajudar e contribuir para que a pessoa procure atendimento logo no início”, diz Robson.

Depois de receber alta, ele passou a fazer acompanhamento com um cardiologista e recebeu medicamentos para controlar o ritmo cardíaco e diminuir o risco de complicações até o retorno médico. Já recuperado, Robson acredita que confiar nos alertas emitidos pelo relógio foi uma decisão essencial.

“Não achei que fosse verdade quando apareceu a primeira notificação. Mas, depois do segundo alerta, percebi que realmente havia algo errado. Se eu tivesse ignorado, talvez a situação pudesse ter sido diferente”, finaliza o analista.

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