Investigação revela novos suspeitos no assassinato do dentista Clei Bagattini em Rondônia

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O assassinato do dentista Clei Bagattini em 2024 foi planejado por um grupo atuante em Vilhena, Rondônia, com sete suspeitos identificados, incluindo três condenados e um morto em confronto. Recentemente, quatro novas prisões foram feitas, e a polícia investiga a possível participação de mais envolvidos no crime.
Resumo do conteúdo
O que se sabe
FAQ editorial
Passados mais de dois anos do assassinato do dentista Clei Bagattini, de 50 anos, o caso teve um novo desdobramento. Segundo a Polícia Civil de Rondônia, a morte foi arquitetada por um grupo que funcionava como uma espécie de “escritório do crime” na cidade de Vilhena.
A corporação afirma ter chegado a um conjunto de suspeitos responsáveis por planejar o crime contra o dentista, atingido por disparos dentro de seu próprio consultório, também em Vilhena. Na última terça-feira (01), quatro pessoas foram presas em uma nova fase das investigações.
Conforme apurado pelos investigadores, não havia relação conhecida entre os detidos e a vítima antes do crime ocorrer. Ainda assim, eles teriam participado de fases distintas do plano criminoso, que incluiu tanto a preparação quanto a execução do assassinato.
O crime que vitimou o dentista, registrado em julho de 2024, segue sendo investigado em Rondônia. De acordo com a Polícia Civil, a execução teria sido arquitetada com cautela por um grupo que se encontrava de maneira reservada para acertar os pormenores da ação.
As investigações apontam que parte desses encontros ocorreu em áreas de mata, distantes de locais com movimento. Depois de o dentista ser morto, os suspeitos teriam tomado providências para atrapalhar o trabalho da polícia, entre elas destruir os próprios celulares, numa tentativa de apagar registros e provas da comunicação mantida entre eles.
O inquérito, que soma cerca de 2 mil páginas, já apontou sete pessoas envolvidas em diferentes fases do esquema. Diante de novas prisões efetuadas durante a segunda etapa da operação, a Polícia Civil deu início a uma terceira fase das apurações, com o objetivo de verificar se há outros participantes ainda não identificados na trama criminosa.
As apurações sobre a morte do dentista Clei Bagattini já apontaram sete pessoas com possível envolvimento no crime. Entre os primeiros nomes descobertos pela Polícia Civil figuram Raqueline Leme Machado e Maicon Sega Araújo, que tinham um relacionamento amoroso e acabaram condenados pela Justiça em abril de 2026.
Há ainda um terceiro suspeito, Maicon da Silva Raimundo, apontado pela investigação como o autor dos disparos que atingiram o dentista. Ele, no entanto, não chegou a responder pelo homicídio: cerca de cinco meses após o crime, acabou morto em confronto com policiais no município de Colniza, em Mato Grosso.
As investigações seguem em andamento com o objetivo de esclarecer o grau de participação dos demais suspeitos já identificados, além de buscar outras pessoas que possam ter colaborado, seja no planejamento, seja na execução do assassinato do dentista.
O caso da morte do dentista Clei Bagattini segue sendo apurado pela Polícia Civil. Depois das quatro prisões efetuadas na segunda fase da operação, uma nova etapa foi deflagrada para aprofundar as investigações e checar se outras pessoas colaboraram, seja no planejamento, seja na execução do crime.
De acordo com os investigadores, a previsão é de que mais três ou quatro suspeitos sejam identificados nos próximos passos da apuração. Até agora, no entanto, a identidade dos quatro indivíduos presos recentemente não foi revelada pelas autoridades, que também não detalharam qual papel cada um desempenhou dentro do esquema criminoso.
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