A defesa da criança esclarece resultados de exame e indícios de crime no caso Marco Furlan

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O exame do IML não identificou lesões físicas ou sinais de ato libidinoso na criança de 5 anos investigada no caso envolvendo Marco Furlan, porém a defesa destaca que isso não exclui a possibilidade do crime. Exames complementares, como a pesquisa de espermatozoides, estão em andamento e os resultados devem sair em at...
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O que se sabe
FAQ editorial
A defesa da criança de 5 anos envolvida no caso do ator Marco Furlan se pronunciou nesta terça-feira (11/8) para esclarecer o resultado do exame feito pelo Instituto Médico-Legal (IML). Em nota encaminhada ao portal Metrópoles, a advogada Maria Fernanda Mituo afirmou que a ausência de lesões físicas no procedimento não descarta, de maneira isolada, a possibilidade de ocorrência do crime sob investigação.
O laudo foi divulgado na segunda-feira (10/8). No documento, o médico-legista informou que o exame não identificou lesões corporais. A avaliação buscou possíveis lesões de interesse médico-legal na região anal da criança “não há, no presente exame, evidências de lesões corporais.”
O médico-legista Rodrigo Carvalho de Almeida também registrou que o procedimento não apresentou elementos relacionados à prática de ato libidinoso. O exame foi realizado em 4 de agosto, dois dias depois do episódio investigado, ocorrido em 2 de agosto “não há elementos.”
Segundo a defesa da criança, entretanto, o próprio documento faz a ressalva de que a ausência de lesões macroscópicas não basta para excluir, por si só, a possibilidade do delito apurado.
“Embora o exame físico realizado até o momento não tenha identificado lesões macroscópicas, o próprio laudo pericial esclarece que a ausência de lesões físicas não é suficiente, por si só, para afastar a ocorrência do delito investigado, especialmente diante da natureza dos fatos e das particularidades do exame realizado posteriormente ao evento”
O laudo do IML também informou que exames complementares continuam em andamento, incluindo a “pesquisa de espermatozoides”. Conforme a defesa da criança, os resultados devem ser concluídos dentro dos próximos 30 dias e, posteriormente, anexados ao conjunto de provas da investigação.
Os representantes da vítima destacaram ainda que o avanço da apuração não está condicionado exclusivamente à constatação de lesões físicas ou ao resultado apresentado por apenas um exame.
De acordo com a manifestação, o relatório final da investigação policial indicou a presença de elementos suficientes de materialidade e autoria, considerando os depoimentos prestados e outras informações reunidas durante as diligências.
Marco Furlan é investigado por suspeita de estupro de vulnerável contra uma criança de 5 anos. O episódio teria ocorrido na madrugada de 2 de agosto, em uma propriedade localizada em Pindamonhangaba, no interior do estado de São Paulo.
Segundo a versão apresentada pela defesa da criança, a mãe ouviu gritos vindos do quarto onde o filho estava dormindo. Ao entrar no ambiente, ela teria encontrado o investigado sem roupas no mesmo cômodo em que o menino também estaria despido. Ainda conforme a manifestação, a criança chorava e dizia sentir dor.
O episódio levou ao acionamento das autoridades policiais e à prisão em flagrante do investigado. De acordo com os representantes da criança, os depoimentos da mãe, das testemunhas e dos policiais responsáveis pelo atendimento da ocorrência foram complementados por outras oitivas realizadas ao longo da investigação.
A defesa declarou que aguardará a finalização dos exames complementares. Também informou que continuará adotando as providências jurídicas necessárias para proteger os direitos da criança e acompanhar o andamento do caso.
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