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“Planejava se casar”: família de jovem morta lançada sem cordas de rope jump divulga carta e fala em crime “inaceitável”

Família de Maria Eduarda Rodrigues divulga carta após morte em salto de rope jump sem cordas em Limeira e exige justiça

Avatar De Ana CarolineAna CarolineNotícias23/06/2026 às 09:44 23/06/2026 às 09:53

Carta Da Família De Maria Eduarda Rodrigues Após Morte Da Jovem Lançada Sem Cordas Durante Salto De Rope Jump — Foto: Reprodução/Gazeta De Limeira
Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal - Maria Eduarda / X

A família de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, que morreu depois de ser lançada de uma ponte em Limeira, no interior de São Paulo, sem o equipamento de segurança necessário, divulgou uma carta pública para se manifestar sobre a tragédia.

O caso ocorreu no dia 13 de junho e, desde então, passou a ser investigado pelas autoridades. No documento, os familiares fazem um breve relato sobre a vida da jovem, conhecida carinhosamente como Duda, mencionam seus planos e cobram justiça. Esta foi a primeira manifestação oficial da família após a morte.

A carta, datada de 20 de junho, lembra que Maria Eduarda nasceu em 25 de dezembro, no Natal, e destaca o significado especial de sua chegada para os parentes. No texto, a família descreve Duda como uma jovem alegre, bem-humorada e dona de uma energia marcante.

Em um dos trechos, os familiares afirmam que ela: “sempre foi um verdadeiro presente para nossa família.”

Os parentes também relataram que Maria Eduarda vivia uma fase de planos pessoais importantes. Segundo a carta, a jovem tinha sonhos para o futuro, estava em um relacionamento e projetava construir uma nova etapa de vida ao lado do namorado.

O documento afirma que Duda estava: “em um relacionamento de namoro e planejava se casar em breve, com o desejo de construir sua própria família.”

Família pede investigação rigorosa sobre a morte

No mesmo comunicado, compartilhado no perfil da mãe de Maria Eduarda, os familiares pedem que a apuração sobre a tragédia seja conduzida: “com rigor.”

A família também cobra que a responsabilidade pelo ocorrido seja devidamente esclarecida. No texto, os parentes pedem que: “todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados por suas ações e omissões.”

A morte de Maria Eduarda Rodrigues ganhou repercussão nacional principalmente pela falha nos protocolos de segurança adotados durante a atividade. De acordo com as informações da investigação, três instrutores responsáveis pelo procedimento não perceberam que a jovem havia sido lançada sem o equipamento adequado em uma queda de aproximadamente 40 metros de altura.

"Planejava Se Casar": Família De Jovem Morta Lançada Sem Cordas De Rope Jump Divulga Carta E Fala Em Crime "Inaceitável"

Direitos autorais: Reprodução / Instagram – @val_rodrigues

Jovem pagou pela experiência e pela gravação do salto

Maria Eduarda havia pago R$ 180 para participar da experiência. Além disso, desembolsou mais R$ 150 para que o salto fosse registrado com uma câmera 360 graus. O equipamento aparecia nas mãos da jovem antes da queda, mas ainda não foi encontrado pelos investigadores responsáveis pelo caso.

Os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva. Eles respondem por homicídio com dolo eventual. No fim de semana, outros três suspeitos também foram presos no avanço das investigações.

Investigação aponta ausência de empresa formalizada

Conforme a apuração, não havia uma empresa formalmente constituída e regulamentada responsável pela atividade realizada na ponte. Para a delegada que acompanha o caso, os organizadores atuavam de maneira autônoma e usavam marcas divulgadas nas redes sociais para promover os saltos.

A defesa dos três investigados afirma que eles tinham ampla experiência em atividades de aventura e sustenta que esta teria sido a primeira morte registrada ao longo da trajetória profissional deles.

Em depoimento à polícia, dois dos instrutores disseram ter sofrido um: “apagão” durante os procedimentos de preparação e não souberam explicar em qual momento deixaram de prender as cordas de segurança.

Ponte do Esqueleto já registrou outros acidentes

A Ponte do Esqueleto, uma estrutura ferroviária inacabada que atualmente pertence à União, já acumula um histórico recente de acidentes. Em 2024, uma ciclista morreu após cair do viaduto. Outras duas mulheres também ficaram gravemente feridas em ocorrências registradas nos meses anteriores.

Além da investigação sobre a morte de Maria Eduarda, o caso reacendeu a discussão sobre a fiscalização e o controle de acesso ao local. A Prefeitura de Limeira e a Secretaria de Patrimônio da União divergem sobre quem seria responsável por fiscalizar a área e impedir atividades irregulares na ponte.

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