Menina de 7 anos morre após ser baleada na cabeça durante invasão a residência em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense

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Eduarda Cruz dos Santos Bastos, de 7 anos, morreu após ser atingida por um tiro na cabeça durante uma invasão a sua casa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A polícia investiga o caso, que pode ter como alvo o pai da criança.
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O que se sabe
FAQ editorial
A menina Eduarda Cruz dos Santos Bastos, de 7 anos, morreu na manhã desta segunda-feira depois de ser atingida por um tiro na cabeça durante uma invasão à residência onde vivia, no bairro Rodilândia, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
De acordo com a Polícia Militar, cerca de cinco homens armados entraram no imóvel pelos fundos durante a madrugada. No momento da ação, a criança estava em casa com a mãe, Thais Iolanda, e o pai, Leandro Abreu.
Quando os criminosos invadiram o local, o pai da menina fugiu. Uma das hipóteses apuradas pela polícia é de que Leandro fosse o alvo do grupo armado.
Moradores e testemunhas relataram que ouviram fortes pancadas no portão da casa da família e, logo em seguida, uma sequência de disparos. Segundo esses relatos, o tiroteio teria durado cerca de 15 minutos.
Informações colhidas por policiais no local apontam que, ao perceber que Eduarda havia sido baleada, um dos invasores teria ficado desesperado e afirmado que o grupo havia cometido um erro. Após o ataque, os criminosos fugiram.
A criança foi socorrida pela própria mãe e levada às pressas para o Hospital Geral de Nova Iguaçu. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que Eduarda deu entrada na unidade em estado gravíssimo e recebeu atendimento de emergência.
Apesar dos esforços da equipe médica, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu aos ferimentos. O corpo da menina será encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Nova Iguaçu.
O crime está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que trabalha para identificar os autores da invasão e esclarecer a motivação do ataque. Os pais de Eduarda Cruz dos Santos Bastos estiveram na delegacia, em Belford Roxo, para prestar depoimento sobre o caso.
Muito abalada, Thais Iolanda deixou a delegacia amparada pelo companheiro, Leandro Abreu, pai de Eduarda. Em relato, ela contou que, ao ouvir os invasores entrando na casa, tentou proteger a filha e mandou a menina se esconder no closet do quarto.
Eduarda se escondeu sob as roupas, mas, assustada com a movimentação dentro da residência, abriu a porta para tentar ver o que estava acontecendo. Foi nesse momento que acabou atingida por um tiro na cabeça.
Minha filha era inocente! Uma menina que era cheia de sonhos. Minha filha sonhava em ser policial
A mãe lamentou a morte da filha após prestar depoimento na DHBF, unidade responsável pela investigação. Em seguida, ela descreveu o momento em que tentou esconder a criança dos criminosos.
Eles arrombaram a nossa porta, a nossa casa. Eu falei pra ela se esconder no closet. Ela se escondeu embaixo das roupas, mas abriu a porta para olhar e eles atiraram nela
Na saída da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, Leandro também demonstrava forte abalo emocional e preferiu não falar com a imprensa. Durante todo o tempo, ele permaneceu ao lado de Thais, tentando conter o choro enquanto acompanhava a companheira.
Levantamento do Instituto Fogo Cruzado aponta que Eduarda é a terceira criança morta a tiros na Região Metropolitana do Rio em 2026. Ao todo, oito crianças foram baleadas no período: três morreram e cinco ficaram feridas.
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