Patroa é presa temporariamente suspeita de matar cozinheira que desapareceu após carona em Ubatuba

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Berenice Faria, cozinheira, desapareceu após ser dispensada do trabalho e ter uma última comunicação no dia 30 de junho, com seu celular localizado em Ubatuba em 1º de julho. A família questiona a versão da patroa e o corpo ainda não foi encontrado, com investigações em andamento.
Resumo do conteúdo
O que se sabe
FAQ editorial
O corpo da cozinheira ainda não foi encontrado. As investigações continuam em andamento para esclarecer a dinâmica dos fatos e tentar localizar o cadáver da vítima.
Em conversa com um dos filhos, no dia 29 de junho, véspera do desaparecimento, Berenice contou que havia sido dispensada do trabalho por causa da baixa temporada. Ela disse que aguardava receber os valores referentes à demissão para retornar a Igaratá, no Vale do Paraíba, região onde morava.
No dia 30 de junho, data em que desapareceu, a cozinheira ainda trocou mensagens com a filha durante a manhã. Mais tarde, pegou uma carona com a dona da pousada até o trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125). A patroa foi a última pessoa a ver Berenice Faria antes do desaparecimento.
Segundo José Carlos de Faria Filho, filho da cozinheira, a mãe deixou de responder aos familiares na tarde do mesmo dia em que sumiu. Berenice tem três filhos: dois homens e uma mulher.

Direitos autorais: Reprodução / Arquivo Pessoal – Facebook
José Carlos também relatou que a família conseguiu acessar a última localização do celular da desaparecida, registrada às 11h do dia 1º de julho. De acordo com ele, o sinal apontava para o município de Ubatuba, mas sem indicar um bairro específico.
“Fomos à pousada e descobrimos que houve uma discussão entre minha mãe e a patroa. A patroa falou que pagou R$ 2,6 mil em dinheiro para ela [Berenice] e, depois, deu carona a ela até o trevo de acesso à rodovia”, contou.
Ainda conforme José Carlos, a dona da pousada afirmou que Berenice teria conseguido outro emprego na cidade, mais precisamente na região da Praia das Toninhas.
Apesar da versão apresentada pela patroa, o filho da cozinheira reforça que a mãe não deixaria de avisar os filhos sobre uma mudança de planos. Ele também destacou que Berenice havia dito que, depois de ser dispensada, pretendia voltar para sua cidade natal.
“Não possui qualquer tipo de dependência química ou outra condição conhecida que possa justificar seu desaparecimento”, destacou José Carlos durante o registro do Boletim de Ocorrência (B.O.) na Delegacia de Ubatuba.
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