Aposentada, ciclista e apaixonada por viagens: quem era a idosa encontrada morta no quintal de casa
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Aposentada, ciclista e apaixonada por viagens: quem era a idosa encontrada morta no quintal de casa

Isabel Brilhador, de 65 anos, foi encontrada morta em sua casa após estranhas mensagens

Avatar De Ana CarolineAna CarolineNotícias16/09/2026 às 12:54

Aposentada, Ciclista E Apaixonada Por Viagens: Quem Era A Idosa Encontrada Morta No Quintal De Casa
Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal - Facebook

Isabel Brilhador, de 65 anos, foi encontrada morta no quintal da própria casa nesta terça-feira (15). Ela estava desaparecida desde 4 de setembro.

A investigação aponta Anderson do Nascimento Silva, de 31 anos, como principal suspeito do crime. Ele está preso temporariamente desde quinta-feira (10). A polícia apurou que o homem mantinha um relacionamento com a idosa havia dois anos, informação que os familiares da vítima desconheciam por completo.

Um dos elementos que chamou atenção dos investigadores foi uma movimentação financeira suspeita: a polícia encontrou uma transferência via PIX de aproximadamente R$ 80 mil da conta de Isabel para a conta do suspeito, realizada na semana em que ela desapareceu. A defesa de Anderson nega as acusações e afirma que ele prestará esclarecimentos para a conclusão do caso.

Quem era Isabel Brilhador fora do contexto do crime? Ao portal g1, a filha da aposentada, Valéria Brilhador, descreveu a mãe como uma mulher apaixonada por viagens, que costumava compartilhar com a família os destinos visitados ou os planos de novos roteiros. Nas redes sociais, há registros dela em cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina, entre outros locais.

Segundo o relato de Valéria, a mãe levava uma rotina ativa e cheia de compromissos pessoais. Isabel participava de circuitos de ciclismo com percursos de até 47 quilômetros, frequentava a academia regularmente e ainda se envolvia em projetos de canto pela cidade.

“Ela é uma senhora aposentada. Ela mora sozinha, vive sozinha, então ela gosta de passear […] Ela sempre postava todo dia alguma coisa no WhatsApp e no Instagram. Gostava de se arrumar, gostava de ir ao salão e cuidar da saúde, cuidava da alimentação”, disse Valéria.

Mensagens suspeitas levantaram suspeita da família

O sumiço de Isabel chamou atenção da família por causa do tom estranho das mensagens enviadas pelo celular dela.

Valéria, filha da idosa, conta que parte dos textos afirmava que a mãe estava doente e pretendia viajar pelo estado. Ela tentou contato por telefone, sem sucesso.

Sem resposta, parentes decidiram ir até a casa de Isabel e, com ajuda de um chaveiro, conseguiram entrar no imóvel. Lá dentro, sobre a cama, encontraram as roupas separadas para uma viagem a Curitiba que a aposentada faria nos dias seguintes — indício de que ela não chegou a sair de casa por vontade própria.

A investigação, conduzida pelo delegado Luã Mota, aponta para outra hipótese: a de que Isabel já estivesse morta desde o fim de agosto, enquanto alguém usava o celular dela para enganar a família e adiar as suspeitas sobre o crime.

“Ela tinha as amigas dela do círculo de amizade dela que falavam com ela todo dia. Então, várias pessoas perceberam o sumiço dela e começaram a se comunicar umas com as outras antes de entrar em contato comigo […] Ela sempre mandava áudio e, nesta semana [do desaparecimento], desapareceram os áudios das conversas. Era só mensagem escrita”, diz Valéria.

Defesa nega participação nos fatos

“A defesa de Anderson do Nascimento Silva, diante das notícias veiculadas a respeito do desaparecimento de Isabel Brilhador, informa que seu constituinte nega, de forma firme e categórica, qualquer participação nos fatos investigados.

Esclarece-se que o caso ainda se encontra em fase de investigação, sem conclusão definitiva acerca das circunstâncias do desaparecimento de Isabel.

Anderson permanece à disposição das autoridades e prestará todos os esclarecimentos necessários para a elucidação dos fatos.

É importante destacar que a prisão decretada possui natureza temporária, medida cautelar própria da fase investigativa, e não se confunde com prisão preventiva, tampouco representa reconhecimento de culpa ou antecipação de condenação.

A defesa já está adotando as medidas judiciais cabíveis e impugnando a decisão por meio do recurso adequado, por entender que não estão presentes fundamentos concretos suficientes para a manutenção da privação de liberdade.

A defesa de Anderson confia no trabalho das autoridades e acredita que o avanço das investigações demonstrará a ausência de seu envolvimento no desaparecimento.”


Se você presenciar um episódio de violência contra a mulher ou for vítima de um deles, denuncie o quanto antes através do número 180, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.

O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, comunidade LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.

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