Suspeita de matar casal em BH avisou à tia que viajaria ao Espírito Santo e segue foragida

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Uma mulher de 30 anos é suspeita de envolvimento na morte do advogado Cláudio Atala Inácio e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, ocorrida em Belo Horizonte. Ela foi vista no local com as vítimas e fugiu após o crime, permanecendo foragida.
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O que se sabe
FAQ editorial
A mulher de 30 anos suspeita de estar envolvida na morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, teria informado à tia que viajaria para o Espírito Santo um dia após o crime. Desde então, ela não foi encontrada e permanece sendo procurada pela polícia.
Essa informação está registrada no boletim de ocorrência aberto após o assassinato do casal, que foi encontrado morto dentro do apartamento onde residia, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na terça-feira (30/6).
Segundo o boletim, policiais do Grupo Especializado em Policiamento em Áreas de Risco (Gepar) foram até o endereço onde a suspeita estaria morando, no bairro Veneza, em Ribeirão das Neves, mas ela já havia deixado o local antes da chegada da equipe.
A tia da suspeita contou aos policiais que a sobrinha chegou à casa por volta das 19h de segunda-feira (29/6), acompanhada do filho e carregando uma mochila preta. Ao ser questionada sobre a origem do objeto, a mulher respondeu que havia ganhado a mochila.
De acordo com o relato, na manhã de terça-feira (30/6), a suspeita juntou seus pertences e os do filho, comunicando que iria viajar para o Espírito Santo. Em seguida, alterou a informação, afirmando que permaneceria hospedada em um hotel.
A familiar também afirmou aos policiais que a mulher havia sido indicada para trabalhar na casa do casal por um primo de Maria Clotilde.
De acordo com a Polícia Militar, as câmeras internas de segurança registraram a entrada da suspeita no prédio às 7h30 da segunda-feira, portando somente uma bolsa. Aproximadamente oito horas mais tarde, às 15h30, ela saiu do local vestindo roupas distintas e carregando duas sacolas grandes, além da bolsa inicial.
Uma das sacolas foi reconhecida pelo filho de Maria Clotilde como pertencente à mãe.
O filho encontrou os corpos das vítimas após familiares e funcionários do escritório de advocacia de Cláudio estranharem a ausência de contato do casal. A perícia indicou que o homicídio ocorreu na tarde da segunda-feira (29/6).
Maria Clotilde recebeu cerca de sete facadas distribuídas na garganta, queixo, tórax, pescoço e pelve. Cláudio, por sua vez, foi atingido por aproximadamente 17 golpes nas costas, abdômen e pescoço. Ambos apresentavam marcas que indicam tentativa de defesa.
O apartamento não tinha sinais de arrombamento, mas uma gaveta onde eram guardadas semijoias havia sido violada. Além disso, dois celulares — um iPhone 16 Pro Max e um iPhone 15 Pro Max, segundo a família — não foram encontrados.
A Polícia Civil investiga a motivação e a dinâmica do crime. A suspeita segue sendo procurada e, até o momento, não foi localizada para apresentar sua versão dos fatos.
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