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“Se você não sabe para onde quer ir, então, qualquer caminho serve.”

Se você aprendeu a dirigir, na autoescola ou não, nem que tenha sido uma só vez, você notou quão complicado é (no início) dirigir, quantas coisas é preciso controlar e atentar-se a.

Você nasceu em um carro, nós o chamamos de corpo. E a verdade é basicamente que, ou você controla este carro, e vai para aonde quer, ou você vai bater, destruir a si e, eventualmente, a outros. Ou pior ainda, outra pessoa vai controlar o seu carro!


Você, provavelmente, quer (atrair) muitas coisas. Casa própria, um carro, um “bom” emprego, o próprio negócio, um amor-pra-vida-toda, um salário que dê (pelo menos) para pagar as contas e fazer compras sem se preocupar com os preços, se vai dar ou não…

Nós queremos muitas coisas, algumas delas chegam a virar necessidades. E não há nada de errado com isso. O problema é que 1. Você está querendo ter, em vez de ser; e 2. Você não está controlando o carro.

Uma das frases mais poderosas que eu já ouvi é de C.W. Lewis, numa história aparentemente infantil, Alice no País das Maravilhas, ele diz: “Se você não sabe para onde quer ir, então, qualquer caminho serve.”.

Podemos dizer que o subconsciente é um carro automático, mas não um autônomo (aqueles que andam sozinhos). O subconsciente é basicamente um banco de dados, um cartão de memória que vai armazenando pensamentos, crenças e informações – já vimos isso. E, de acordo com estas informações (inseridas na memória), ele se configura para ir até o seu destino, escolhe a melhor rota, informa sobre o trânsito local, etc. Mas. Ele não vai até lá sozinho, é preciso guiá-lo.


Se você é do tipo de pessoa que dedica dezembro e janeiro para listas de planos e desejos, você já tem um itinerário pronto, ou seja, você sabe para onde quer ir. Mas você está caminhando nesta direção? Você se mantém fiel aos planos de janeiro? Ou ele ficou preso na multidão, no último carnaval?

Você está realmente dirigindo este carro?

O carro-veículo tem o volante, os pedais, os retrovisores, o freio de mão, a embreagem, os para-brisas, os faróis, o óleo, a água… O carro-corpo tem a saúde, os pensamentos, o tom de voz, a velocidade das palavras, as lembranças, a paciência, o intelecto, as emoções… Pilotar esta máquina é bem mais difícil, e muito mais importante.


Os físicos dizem que o sol se formou há cerca de 4,6 bilhões de anos; a Terra, cerca de 4,5 bilhões de anos, e assim como os planetas do nosso sistema solar, movimenta-se em torno de si e do sol, repetidamente. Na Terra, a vida adotou o mesmo estilo, e se repete há milhões e milhões de anos. Formam padrões.

Se você chegou até este site, ou se conheceu a Lei da Atração, é possível que tenha passado pelo livro da Rhonda Byrne, The Secret. É possível também que tenha conhecido o Ho’oponopono e, talvez, a Seicho-no-ie. Independentemente de as respostas forem sim ou não, o que realmente importa aqui é: quantas vezes você pensou, meditou, visualizou, imaginou, concentrou-se – use o verbo que quiser – no seu desejo? Quando foi a última vez em que você parou tudo, para fechar os olhos e visualizar o seu desejo? Quantas vezes isto aconteceu? Por quanto tempo?

As coisas que existem no universo existem porque existe um padrão, repetições, ou pelo menos uma força contínua. Você tem essa força? Você tem dado essa força para o seu desejo?

Porque a verdade é que querer, só querer, todo mundo quer. Todo mundo quer a vida boa. Mas fazer isto se tornar um padrão, um hábito, há poucos.

Se você configurar um GPS com vários endereços de destino, ele não vai lhe indicar nenhum deles. No máximo, ele vai  direcioná-lo para o último endereço selecionado.

Quantos planos-de-janeiro você tem tido? Qual foi seu último desejo? Qual foi seu último pensamento?

Dirigir um carro é difícil porque temos que fazer muitas coisas ao mesmo tempo, temos que prestar atenção em muitas coisas. Você presta atenção no que pensa, sente e fala? Para onde você está indo? Ou, na maioria do tempo, sua mente está no modo automático?

Você queria um amor, tinha até uma lista com 30 requisitos; encontrou uma pessoa que tinha 10 e se contentou com ela. Assim, desistiu do que você realmente queria, porque esta era boa o bastante. A mesma coisa para o carro, a casa ou o emprego. Já imaginou? É como pedir um lanche x-tudo e contentar-se com um x-salada porque veio alguns ingredientes dos quais você pediu.

“Orai sem cessar”; “tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis”, disse Jesus. Equivale-se a medite todos os dias, várias vezes ao dia, foque, persista, acredite tanto neste seu desejo, ao ponto de não desistir ou mudá-lo, ao ponto de não aceitar o “bom o bastante”.

Nossa realidade é criada por nós. Não crie qualquer coisa, não crie pela metade, não crie mais-ou-menos. Seja um criador de excelência, e aproveite só o melhor que a vida tem a oferecer!

 

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Direitos autorais da imagem de capa: fotogestoeber / 123RF Imagens





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