Bem-Estar e Saúde

Sua orelha infecciona se você usar brincos que não sejam de ouro? Saiba o motivo!

Capa Sua orelha infecciona se voce usar brincos que nao sejam de ouro Saiba o motivo

No entanto, caso esse protocolo não seja seguido ou se você não cumprir as instruções de cuidados pós-perfuração, existe o risco de uma infecção. Mas não precisa se desesperar logo de cara! Na maior parte das vezes, uma pequena infecção no lóbulo da orelha pode ser tratada de maneira rápida e fácil.

Mas, primeiramente, vamos entender como você pode ter uma infecção. A perfuração das orelhas, assim como em qualquer outra parte do corpo onde você gostaria de pôr um piercing, é essencialmente uma ferida aberta, que no lóbulo da orelha leva de seis a oito semanas para cicatrizar. Os piercings de cartilagem, que ocorrem na parte mais dura da orelha, geralmente demoram mais para cicatrizar e podem ser mais propensos a infecções. E existem várias maneiras pelas quais sua orelha pode ser infectada por conta dos furos.

De acordo com informações do portal Healthline, qualquer bactéria pode rapidamente se transformar numa infecção. Se você tocar sua perfuração com as mãos ou objetos sujos, poderá introduzir nela um micro-organismo capaz de infeccionar o local. Se os brincos estiverem muito apertados, não deixando espaço para a ferida respirar e cicatrizar, também é uma chance para infecção.

O desconforto também pode ocorrer se forem usados ​​instrumentos não higienizados para perfuração, se a pessoa que furar suas orelhas não usar luvas ou se os próprios brincos não estiverem esterilizados na hora da perfuração.

Não é difícil identificar quando uma orelha está infeccionada por conta de um furo, os principais sintomas são bem perceptíveis aos olhos. Pode haver secreção amarelada, semelhante a pus, além de inchaço, vermelhidão, dor ou sensibilidade contínua, coceira e ardência do local.

Às vezes, a inflamação ocorre por conta do material do brinco que você usa. Por exemplo, se as únicas vezes que você teve essa infecção foi quando usou acessórios que não eram de ouro, então é provável que você tenha alergia a bijuterias.

É difícil saber o exato motivo dessa alergia: não há fatores genéticos atrelados a essa reação. Você pode ter tido contato com bijuterias toda a sua vida e, de repente, desenvolver a alergia.

O primeiro passo para o tratamento é interromper o uso de bijuterias e ter alguns cuidados que podem ser feitos em casa, como lavar bem as mãos antes de encostar nas orelhas, limpar ao redor do furo com cuidado, usando soro fisiológico, não usar álcool na limpeza do piercing nem movê-lo de lugar. Esses cuidados, no entanto, valem para infecções menores; caso sua orelha esteja avermelhada, dolorida ou perceba algo mais grave, procure um médico rapidamente.

Não se descuide, inclusive quando a infecção estiver diminuindo, mantenha os cuidados com a higienização duas vezes ao dia até que a perfuração esteja totalmente curada. Lembre-se: um furo de brinco pode levar de seis a oito semanas para cicatrizar. Os cuidados de rotina são importantes nesse período.

A melhor forma de evitar uma infecção começa na hora do furo. Procure um profissional experiente e de confiança. Pergunte a ele sobre o protocolo de prevenção de infecções e a limpeza das ferramentas. Confirme se os brincos que eles usam vêm de uma embalagem nova e higienizada. Definitivamente, não faça isso em casa!

Quanto à situação envolvendo os brincos de ouro, essa alergia tem caráter aleatório, como explicado acima. Tome os devidos cuidados assim que a infecção por bijuterias aparecer, lembrando-se de dar preferência aos acessórios de ouro.

Limpe a perfuração duas vezes ao dia — pelo menos — com solução de soro fisiológico e evite manusear excessivamente ou brincar com os brincos quando estiverem nas suas orelhas, essa é uma maneira comum de começar a infecção.

Em caso de infecção, tratar-se prontamente garante cura mais rápida e menos complicações.


*Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de profissionais habilitados.

0 %