Mãe de Helena presta depoimento, nega relação estável com suspeito e investigação apura possível violência sexual

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A investigação sobre a morte da bebê Helena avança com novos depoimentos e aguarda laudos periciais para esclarecer as causas, incluindo a possível violência sexual e asfixia. Dois homens continuam presos em flagrante, enquanto a polícia segue a apuração baseada em provas técnicas.
Resumo do conteúdo
O que se sabe
FAQ editorial
O inquérito que apura a morte da bebê Helena, de 10 meses, teve novo avanço depois que a mãe da criança foi ouvida pela Polícia Civil do Ceará.
A oitiva trouxe mais elementos ao caso, registrado na manhã da última segunda-feira (13), dentro de um apartamento localizado no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza (CE).
Conforme divulgado pela coluna Na Mira, do portal Metrópoles, a jovem declarou que o homem inicialmente identificado como padrasto da criança era, na realidade, apenas um “ficante”.
A informação foi apresentada após a repercussão das primeiras versões sobre o caso.
Segundo a publicação, em depoimento, a mãe da bebê esclareceu que não tinha um relacionamento fixo com o homem. A afirmação contraria as informações iniciais que o apontavam como padrasto da criança, indicando que não havia vínculo estável entre eles.
Até o momento, a Polícia Civil não informou se essa informação altera a linha de investigação do caso.
De acordo com o que consta no processo, cinco pessoas se encontravam no apartamento no momento em que Helena apresentou mal-estar. Além da mãe da criança, estavam no local o homem descrito como seu “ficante”, um primo dele e mais dois parentes.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer como os fatos aconteceram.
A Polícia Civil do Ceará conduz a investigação sobre o caso. A equipe médica da unidade de saúde onde Helena morreu apontou sinais compatíveis com possível violência sexual.
No entanto, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) declarou que as apurações ainda estão em andamento para confirmar se a bebê foi efetivamente vítima de estupro.
Paralelamente a essa linha de investigação, os policiais também examinam a hipótese de que a morte da criança possa ter sido provocada por asfixia.
A Polícia Civil informou que aguarda a conclusão dos laudos elaborados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), considerados essenciais para determinar tanto a causa da morte quanto a dinâmica do ocorrido.
Paralelamente, foram requisitados exames genéticos com o objetivo de confrontar vestígios localizados no corpo da bebê com o material biológico dos investigados.
De acordo com as autoridades, os resultados periciais serão determinantes para o encerramento do inquérito e para eventual responsabilização criminal dos envolvidos. Até agora, dois homens seguem presos em flagrante sob suspeita de estupro de vulnerável com resultado morte. A investigação permanece em andamento, e a polícia destaca que as conclusões serão fundamentadas exclusivamente nas provas técnicas reunidas ao longo do processo.
Se você presenciar um episódio de violência contra crianças ou adolescentes, denuncie o quanto antes através do número 100, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.
O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, mulheres, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, comunidade LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.
Também é possível denunciar casos de maus-tratos e negligência a crianças e adolescentes nos Conselhos Tutelares, Polícias Civil e Militar e ao Ministério Público, bem como através dos números Disque 181, estadual; e Disque 156, municipal.
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