Polícia Civil afirma que menino de 3 anos morreu após agressões usadas como forma de disciplina pelos pais em Viamão

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Mayanna Angelina Rodgers foi presa preventivamente sob suspeita de envolvimento nas agressões que levaram à morte do filho Oliver, e investigações indicam conivência dela com a violência praticada pelo pai. A prisão foi decretada para resguardar a investigação e a ordem pública, considerando risco de fuga da investiga...
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O que se sabe
A Polícia Civil apresentou nesta quinta-feira (9) os motivos que levaram à prisão preventiva de Mayanna Angelina Rodgers, mãe do menino de três anos que morreu após ser espancado pelo pai em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Oliver Golden Grayson teve a morte cerebral confirmada na noite de quarta-feira (8). A criança estava internada desde domingo (5), data em que as agressões ocorreram e em que o pai, Dandre Jermaine Grayson, de 33 anos, confessou o crime e acabou preso.
Segundo a delegada Luana Medeiros, as investigações indicam que a mãe da criança, Mayanna Angelina Rodgers, também praticava atos de violência contra os filhos. Entre as justificativas apontadas para as agressões estariam a cultura e a religião da família.
“Fato que chamou a atenção foi a hediondez empregada, sob a motivação de ser a forma como a cultura e a religião deles indicavam que deveria ser a correção e disciplina dos filhos”, detalha a delegada.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, a mãe nega ter agredido os filhos. No entanto, ela teria afirmado que o marido dizia estar disciplinando as crianças de maneira rígida, mas correta.
Para a delegada, a dinâmica familiar foi considerada decisiva para o entendimento de que a mãe teria sido conivente com a tortura e a morte do filho.
“O homicídio foi praticado com inúmeras e gravíssimas lesões, que chegaram a movimentar o coração do infante de lugar e achatar o crânio, não sendo crível que se pense que a mãe não conseguiu ouvir tudo, do quarto ao lado, e que sequer tivesse tentado conter o pai”, afirma Luana.
Conforme a Polícia Civil, também há registros de agressões contra outro filho do casal em 2024, na cidade de Águas de Lindoia, em São Paulo. Na época, a criança tinha sete anos.
Apesar da investigação apurar o possível envolvimento da mãe nas agressões, a hipótese de que ela também possa ser vítima não foi descartada. Segundo a apuração, há indícios de que Mayanna sofria violência doméstica por parte do companheiro.
As agressões aconteceram na manhã de domingo (5). A família morava em Águas Claras, área rural de Viamão, local onde, segundo a polícia, ocorreram os atos de violência.
A criança, que estava internada no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, teve a morte cerebral confirmada na noite de quarta-feira (8). Oliver apresentava lesões na cabeça, no tórax e no abdômen.
O missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, de 33 anos, confessou o crime e foi preso ainda no domingo (5).
No início da tarde desta quinta-feira (9), a mãe, Mayanna Angelina Rodgers, também foi presa preventivamente. A prisão havia sido solicitada pela Polícia Civil e foi decretada pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Viamão.
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS): “há indícios suficientes da participação dela nos fatos investigados”.
Ainda conforme o Judiciário: “medidas cautelares alternativas, como restrições ou monitoramento, não seriam suficientes para proteger a investigação e a ordem pública”.
A Justiça também considerou o risco de fuga, já que a investigada é cidadã japonesa e realizou deslocamentos entre diferentes Estados da Federação nos últimos tempos.
Se você presenciar um episódio de violência contra crianças ou adolescentes, denuncie o quanto antes através do número 100, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.
O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, mulheres, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, comunidade LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.
Também é possível denunciar casos de maus-tratos e negligência a crianças e adolescentes nos Conselhos Tutelares, Polícias Civil e Militar e ao Ministério Público, bem como através dos números Disque 181, estadual; e Disque 156, municipal.
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