PM descarta ligação de homem morto na Zona Leste com ataque ao irmão de Eloá Pimentel; Justiça decretou prisões

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A Polícia Militar de São Paulo corrigiu que o homem morto em confronto na Zona Leste não era suspeito no atentado contra o tenente Ronickson Pimentel, que segue internado em estado grave, mas com sinais de evolução clínica.
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FAQ editorial
A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM-SP) corrigiu, nesta quinta-feira (2), a informação de que um homem morto em confronto na Zona Leste da capital paulista seria um dos suspeitos de envolvimento no atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel.
O oficial permanece internado em estado grave, mas, de acordo com o boletim médico mais recente, apresenta sinais de evolução clínica.
Segundo informações da CNN, o homem morreu durante uma abordagem policial na região de Guaianases. Conforme a Polícia Militar, durante a averiguação, ele teria disparado contra os agentes e acabou baleado e morto pela corporação.
A ação foi realizada após a PM receber uma denúncia sobre a suposta presença, no local, de uma pessoa que poderia ter algum tipo de participação no atentado contra o tenente Ronickson.
Até a noite de quarta-feira (1º), a Polícia Militar informava que a possível ligação do homem com a tentativa de homicídio contra o oficial seria investigada pela polícia judiciária. Depois, porém, a corporação esclareceu que ele não era apontado como suspeito de envolvimento no crime.
“A Polícia Militar esclarece que não atribui ao homem morto nesta quarta-feira (1º) a condição de suspeito da tentativa de homicídio contra o Tenente Pimentel. As equipes da PM foram ao local, em Guaianases, para averiguar denúncia sobre eventual participação indireta no crime. Durante a abordagem, o indivíduo reagiu armado contra os policiais e foi atingido na intervenção. A ocorrência foi registrada como morte decorrente de intervenção policial e segue sob investigação”.
As investigações conduzidas pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) também tiveram novos desdobramentos, com a decretação da prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, pelo prazo de 30 dias.
Um terceiro investigado, de 24 anos, compareceu espontaneamente ao DHPP acompanhado do pai para prestar esclarecimentos. Ele, no entanto, não teve a prisão decretada.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo é investigado por possível participação na execução do atentado contra o oficial da Rota.

Direitos autorais: Reprodução / Arquivo Pessoal – Instagram / Câmeras de segurança
As investigações apontam que os criminosos acompanhavam a rotina do tenente Ronickson Pimentel desde fevereiro deste ano, antes de colocarem o plano em prática.
Imagens do sistema de monitoramento de São Caetano do Sul registraram um carro branco circulando repetidas vezes por endereços ligados ao policial ao longo de vários meses.
O veículo, apontado como parte da logística usada na fuga dos atiradores, foi encontrado na noite de terça-feira (1º), em um estacionamento no bairro de Guaianases.
O carro foi apreendido e encaminhado para perícia no DHPP. A responsável pelo estacionamento também prestou depoimento aos investigadores.
Além do monitoramento prévio, a polícia afirma que já identificou um dos homens que teria participado diretamente dos disparos contra o tenente.
O tenente da Rota Ronickson Pimentel foi baleado na cabeça durante um ataque a tiros quando saía de uma academia na Grande São Paulo, no último sábado (20). Na ocasião, os suspeitos pararam a moto ao lado do oficial e efetuaram os disparos.
A investigação trabalha com a hipótese de que o ataque tenha sido premeditado e executado por um grupo que vinha acompanhando os deslocamentos do policial havia meses.
O caso mobilizou as forças de segurança e resultou na criação de uma força-tarefa para identificar todos os envolvidos no atentado.
Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, jovem de 15 anos que teve o caso amplamente repercutido no país após ser mantida em cárcere privado e assassinada pelo ex-namorado, Lindemberg Fernandes Alves, em outubro de 2008, em Santo André (SP).

Direitos autorais: Reprodução / Arquivo Pessoal – Instagram
Internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, o tenente foi submetido a uma cirurgia na cabeça logo depois de ser baleado.
Segundo o boletim médico mais recente, o policial apresenta sinais positivos de evolução clínica. A equipe médica iniciou a redução gradual do nível de sedação, etapa considerada importante para avaliar sua resposta neurológica.
Apesar da evolução, o quadro de saúde ainda exige cuidados. O hospital informou que o paciente continua sob acompanhamento intensivo, com avaliações diárias realizadas em conjunto pelas equipes de terapia intensiva e neurocirurgia.
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