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Rejeição é a vida mostrando que há novas possibilidades para ser feliz

Em algum momento da vida fomos ou seremos rejeitados. Fato! O que não dá é para cultuar esse sofrimento e achar que somos indignos de sermos amados porque algumas pessoas recusaram fazer isso.

Analisando friamente, a rejeição parece uma faca que nos corta sem anestesia, enquanto o outro continua sua vida normalmente. Mas, se pararmos para analisá-la na sua essência, a rejeição é muito mais defesa do que agressão e serve para nos proteger de uma porção de erros que cometemos (ou poderíamos ter cometido) em nome do amor.


Em algum momento da vida fomos ou seremos rejeitados. Fato! O que não dá é para cultuar esse sofrimento e achar que somos indignos de sermos amados porque algumas pessoas recusaram a fazer isso.

Tudo tem dois lados. Até a dor. E eu sei que poucos sentimentos são tão dolorosos quanto ser rejeitado por alguém, principalmente quando amamos.

Mas é preciso entender que é muito melhor ouvir um “não quero ficar com você”, do que saber que alguém está ao nosso lado por obrigação, por dó ou por qualquer outro motivo que não seja o amor (sinto o coração apertar, ao imaginar que há pessoas que se sujeitam a isso).

Muitas vezes, estamos tão envolvidos emocionalmente com alguém que não conseguimos ver a realidade tal qual ela é. Não vemos que o outro não quer estar ali, não quer continuar a relação e que o amor que sentimos não é recíproco. Estamos tão cegos pelo sentimento que não permitimos que as escolhas sejam democráticas na relação.


Confundimos amor com posse, carência com afeto e atenção com dependência emocional e, quando o outro quer partir, nós o culpamos por nossos vazios existenciais.

Na verdade, o que dói na rejeição não é a falta de amor, é a ferida que fica no ego de quem recebe um “não.”

Nós rejeitamos e somos rejeitados frequentemente. E isso é normal! Ninguém escolhe quem vai amar e não podemos mandar nos sentimentos de ninguém (ainda bem). Todos nós temos nossos critérios conscientes ou inconscientes de escolhas pessoais.

Ninguém aponta para o outro e diz “apaixone-se por mim agora!”, porque amor é coisa de alma e não de vontades próprias. Então, relaxe, e veja as coisas com mais simplicidade.


Não encare a rejeição como uma metralhadora de autoestima. Encare como uma defesa da alma e descobrimento do próprio valor.

Às vezes, sermos rejeitados por quem julgávamos amar é a forma que a vida encontrou de dizer “o caminho é outro, vem comigo.”


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: nd3000 / 123RF Imagens





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