Não tem como fugir, não tem como fingir. Você é afeto.

Eu quero que você se lembre de todas as vezes em que mergulhou de corpo inteiro, como se nunca tivesse se machucado.

Quero que você reconheça em todas as histórias que você se envolveu, o quanto você se entregou. Quero que você perceba, que mesmo com os machucados que algumas pessoas lhe causaram, você teve coragem de se doar integralmente.

Quero que você pare de se lamentar por ter se doado demais para gente que nunca aprendeu a se doar tanto, que olhe para trás, só se for para ter orgulho de você, da sua entrega, da lealdade e da sinceridade que você foi com os outros.

Quero que você se olhe no espelho e entenda que a culpa dos outros não permanecerem não é do seu corpo, nem da sua intensidade.

Que você continue a ser afeto, dando tanto de si em tudo que permite entrar, sentindo muito, sentindo da maneira que só você sente.

Que você entenda que você se completa e o outro o complementa, não o contrário.

Quero que você se lembre de todas as vezes em que disse para si mesmo que nunca mais iria se apaixonar, e todas os dias que tentou acreditar que nunca mais seria capaz de amar de novo, mas não tem como fugir, não tem como fingir. Você é afeto.

Não tenha medo de ser, não tenho receio da intensidade que ocupa o seu peito.

Quero que se lembre que todas as vezes em que as pessoas tentaram quebrá-lo.

Você sobreviveu, e mesmo com medo você foi. Mesmo com receio de se machucar novamente, você se entregou, mesmo com a maré cheia, você foi mar.


Direitos autorais da imagem de capa: 123rf / olegbreslavtsev



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